RUMO À NOSSA CONSCIÊNCIA.....
Dez anos separam estas duas edições. Uma foi publicada em 2002 e a outra chega hoje às bancas.
Duas capas da revista Veja exaltando dois homens do povo que, cada um a seu tempo, chegaram aos mais altos postos da República. À esquerda, o ex-presidente Lula em outubro de 2002, três dias após vencer a eleição. À direita, o Ministro Joaquim Barbosa, aos 14 anos de idade, quando era aluno de um colégio público em Paracatu-MG.
O primeiro nomeou o segundo pra ser ministro do Supremo Tribunal Federal.
Hoje em dia, este primeiro vive praguejando e babando ódio contra o segundo. Porque seu indicado obedece à Lei e à Constituição e, não, à canalhice de quem lhe nomeou.
O primeiro não tem a menor idéia do que seja o funcionamento dos três poderes da República. O segundo é o guardião da Carta que rege estes três poderes, “independentes e harmônicos entre si“.
O primeiro frustrou quem nele confiava e envergonhou um país inteiro. O segundo resgatou a nossa quase perdida fé nas instituições e vem orgulhando o Brasil decente com sua atuação firme e corajosa.
O primeiro, desmascarado, dá os passos iniciais no rumo do ostracismo e do merecido esquecimento. O segundo, desmascarador do primeiro, entra gloriosamente na galeria dos grandes heróis desta nação sofrida.
Prezados Irmãos e Irmãs,
Devo acrescentar por dever de ofício de que não são apenas dez anos que separam tais personalidades aqui referidas. Trata-se de séculos a separá-las. Se não atentem para os detalhes que vamos lhes apresentar.
Há uma obra denominada de "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho" de Humberto de Campos, publicada em 1938, pela federação espírita brasileira, em que são relatados os fatos da vida desse País e do povo que o habita, oportunidade em que O Mestre Jesus reunido com seu Ministério, no último quartel do século XIV, decidiu enviar à Pátria do Cruzeiro, o seu emissário, Helil com o objetivo de a consagrar como a Pátria do Evangelho.
Disse-lhe Jesus com voz suave e meiga: "Tu, Helil, te corporificarás na Terra, no seio do povo mais pobre e mais trabalhador do Ocidente (Obs.: Helil fora mais tarde estabelecido na Terra, em 1394, como filho de D.João I e de D. Filipa de Lencastre, e foi o heróico Infante de Sagres, que operou a renovação das energias portuguesas, expandindo as suas possibilidades realizadoras para além dos mares, portanto esse seria o povo português); instituirás um roteiro de coragem, para que sejam transpostas as imensidades desses oceanos perigosos e solitários, que separam o velho do novo mundo.
Instalaremos aqui ( Obs.: esse local seria a Escola de Sagres) uma tenda de trabalho para a nação mais humilde da Europa, glorificando os seus esforços na oficina de Deus.
Aproveitaremos o elemento simples de bondade, o coração fraternal dos habitantes destas terras novas, e, mais tarde ordenarei a reencarnação de muitos Espíritos já purificados no sentimento da humildade e da mansidão, entre as raças oprimidas e sofredoras das regiões africanas, para formarmos o pedestal de solidariedade do povo fraterno que aqui florescerá, no futuro, a fim de exaltar o meu Evangelho, nos séculos gloriosos do povir. Aqui, Helil, sob a luz misericordiosa das estrelas da cruz, ficará localizado o coração do mundo!"
E, assim continua a explanação do Mestre: "O elemento indígena foi chamado a colaborar na edificação da pátria nova; almas bem-aventuradas pelas suas renúncias se corporificaram nas costas da África flagelada e oprimida e, juntas a outros Espíritos em prova, formaram a falange abnegada que veio escrever na Terra de Santa Cruz, com os seus sacrifícios e com os seus sofrimentos, um dos mais belos poemas da raça negra em favor da humanidade."
E, conclui o Ministro de Jesus, Humberto de Campos: " Foi por isso que o Brasil, onde confraternizam hoje todos os povos da Terra e onde será modelada a obra imortal do Evangelho do Cristo, muito antes do Tratado de Tordesilhas, que fincou balizas das possessões espanholas, trazia já, em seus contornos a forma geográfica do coração do mundo."
Portanto nos fica muito claro o papel de tais personagens acima referidos para a história do povo brasileiro, nos deixando perceber claramente de que lado está o joio e de que lado está o trigo. Seja, quem atenta para as reais grandezas desse povo, e aquele que só atenta para as reais grandezas do biltre de si próprio.
Por dever de ofício, como dissemos acima, pois para respeitar o nosso compromisso com as instituições da rede social da internet, vez que temos que alimentar um blog que trata especialmente dos valores morais e éticos do nosso povo, o qual se faz partícipe através do seu voto, neste contexto sociológico – o nosso endereço é http://www.meuvoto2010.blogspot.com.br , devemos reconhecer e ficarmos atentos para o momento histórico pelo qual passa o nosso povo, mas acima de tudo pontificando e incentivando àqueles que conosco enfileiram-se nesta luta pela grandeza dos valores éticos e morais da nossa nação.
Por isto estou publicando no nosso blog a matéria que colhi do jornal o globo de 20/11/2012, às pgs. 13, de autoria de Jair Gomes Coelho, Vassouras/RJ, “Os tempos são outros”. Diz o articulista: “Hoje comemora-se o Dia da Consciência Negra, em que desponta a emblemática figura de Zumbi dos Palmares. Dentro de todas as homenagens mais que merecidas ao quilombola, a nossa atenção deveria focar de maneira especial em um negro que, enfrentando a prepotência e a arrogância dos caucasianos de olhos azuis, reacendeu a confiança da sociedade na Justiça produzida pelo Supremo, bastante abalada nos últimos tempos. Quando o Ministro Joaquim Barbosa foi escolhido como relator da Ação Penal 470, protagonistas e coadjuvantes do mensalão fizeram a maior festa. Afinal, estavam em boas mãos. O relator, único negro na Corte, fora indicado por Lula. Deu no que deu. assim como Zumbi, Joaquim Barbosa é um herói da moralidade na vida pública brasileira. Os tempos são outros. O Presidente do STF é negro.”
Meus Irmãos que belo texto, que bela poesia – muito embora fugindo de todas as formas da métrica, da forma, da rima, indispensável à arte poética – conseguiu nos ofertar o autor do texto. Temos a certeza de que esse será um dos grandes poemas a que se referiu Jesus quando disse: “A África flagelada e oprimida e, juntas a outros Espíritos em prova, formaram a falange abnegada que veio escrever na Terra de Santa Cruz, com os seus sacrifícios e com os seus sofrimentos, um dos mais belos poemas da raça negra em favor da humanidade”.
Rio, 20/11/2012.
Emmanuel Avelino.

Nenhum comentário:
Postar um comentário