sábado, 19 de setembro de 2015

O SENTIDO DOS JOGOS TODOS MATIZES




O SENTIDO DOS JOGOS TODOS MATIZES

Origem dos Jogos Olímpicos

Foram os gregos que criaram os Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C., os gregos já faziam homenagens aos deuses, principalmente Zeus, com realização de competições. Porém, foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos, C na cidade de Olímpia (região sudoeste da Grécia, de forma organizada e com participação de atletas de várias cidades-estado, que formavam a Grécia Antiga.

Introdução

A cada quatro anos, atletas de centenas de países se reúnem num país sede para disputarem um conjunto de modalidades esportivas. A própria bandeira olímpica representa essa união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados, representando os cinco continentes e suas cores. A paz, a amizade e o bom relacionamento entre os povos e o espírito olímpico são os princípios dos jogos olímpicos.

Atletas das cidades-estados gregas se reuniam na cidade de Olímpia para disputarem diversas competições esportivas: atletismo, luta, boxe, corrida de cavalo e pentatlo (luta, corrida, salto em distância, arremesso de dardo e de disco). Os vencedores eram recebidos como heróis em suas cidades e ganhavam uma coroa de louros.( comentar)
Além da religiosidade, os gregos buscavam através dos Jogos Olímpicos a paz e a harmonia entre as cidades que compunham a civilização grega. Mostra também a importância que os gregos davam aos esportes e a manutenção de um corpo saudável.

Importância para os gregos

As Olimpíadas possuíam uma grande importância para os gregos, pois possuía caráter religioso, político e esportivo. Primeiramente era uma forma de homenagem aos deuses, principalmente Zeus (deus dos deuses).  Era também um momento importante na busca pela harmonia entre as cidades-estados. Servia também como um evento de valorização da saúde da mente e do corpo saudável.

Fim das Olimpíadas na Grécia Antiga
Já sobre o domínio do Império Romano cristianizado, os gregos foram proibidos, em 392 pelo imperador Teodósio I, de praticar qualquer manifestação que valorizasse o politeísmo (culto a vários deuses). Desta forma, os últimos Jogos Olímpicos ocorreram em 393.

Jogos Olímpicos da Era Moderna

No ano 1896, os Jogos Olímpicos são retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin. Nesta primeira Olimpíada da Era Moderna, participam 285 atletas de 13 países, disputando provas de atletismo, esgrima, luta livre, ginástica, halterofilismo, ciclismo, natação e tênis. Os vencedores das provas foram premiados com medalhas de ouro e um ramo de oliveira.

Jogos Olímpicos e Política

As Olimpíadas, em função de sua visibilidade na mídia, serviram de palco de manifestações políticas, desvirtuando seu principal objetivo de promover a paz e a amizade entre os povos. Nas Olimpíadas de Berlim (1936), o chanceler alemão Adolf Hitler, movido pela ideia de superioridade da raça ariana, não ficou para a premiação do atleta norte-americano negro Jesse Owens, que ganhou quatro medalhas de ouro. Nas Olimpíadas da Alemanha em Munique (1972), um atentado do grupo terrorista palestino Setembro Negro matou 11 atletas da delegação de Israel.  A partir deste fato, todos os Jogos Olímpicos ganharam uma preocupação com a segurança dos atletas e dos envolvidos nos jogos.

Mente sã, Corpo são - significado

Este provérbio latino “mens sana in corpo sano” é uma famosa citação latina, derivada da Sátira X do poeta romano Juvenal, presume-se entre 509 a.C. – 27 a.C., no contexto, a frase é parte da resposta do autor à questão sobre o que as pessoas deveriam desejar na vida. 

A expressão “mente sã, corpo são” simboliza mente saudável e corpo saudável. Significa bem-estar físico e mental.  Este provérbio pretende chamar a atenção para a união e complementaridade existente (ou que deve existir) entre o corpo e a mente.

Latim

orandum est ut sit mens sana in corpore sano.
fortem posce animum mortis terrore carentem,
qui spatium uitae extremum inter munera ponat
naturae, qui ferre queat quoscumque labores,
nesciat irasci, cupiat nihil et potiores
Herculis aerumnas credat saeuosque labores
et uenere et cenis et pluma Sardanapalli.
monstro quod ipse tibi possis dare; semita certe
tranquillae per uirtutem patet unica uitae.
(10.356-64

Tradução

Deve-se pedir em oração que a mente seja sã num corpo são.
Peça uma alma corajosa que careça do temor da morte,
que ponha a longevidade em último lugar entre as bênçãos da natureza,
que suporte qualquer tipo de labores,
desconheça a ira, nada cobice e creia mais
nos labores selvagens de Hércules do que
nas satisfações, nos banquetes e camas de plumas de um rei oriental.
Revelarei aquilo que podes dar a ti próprio;
Certamente, o único caminho de uma vida tranquila passa pela virtude.

Conotação satírica da expressão latina

A conotação satírica da frase, no sentido de que seria bom ter também uma mente sã num corpo são, é uma interpretação mais recente daquilo que Juvenal pretendeu exprimir. A intenção original do autor foi lembrar àqueles dentre os cidadãos romanos que faziam orações tolas que tudo que se deveria pedir numa oração era saúde física e espiritual. Com o tempo, a frase passou a ter uma gama de sentidos. Pode ser entendida como uma afirmação de que somente um corpo são pode produzir ou sustentar uma mente sã. Seu uso mais generalizado expressa o conceito de um equilíbrio saudável no modo de vida de um ser.

Contextualização da idéias e princípios olímpicos.

Se bem entendemos, a proposta dos gregos quando criaram as disputas olímpicas entre seus concidadãos era demonstrar que estes estavam devidamente preparados para demonstrar o preparo primoroso com que as cidades-estados da Grécia dispensavam aos seus cidadãos, os preparando e habilitando a ter um corpo são( comentar) e uma mente também sã(comentar).

“ter um corpo são( comentar) e uma mente também sã(comentar)”.

Nada mais perverso que, o que vemos atualmente acontecer com esse seguimento dos jogos, sejam eles quais forem. 

Àqueles que se dotaram ou tiveram vocações  que se lhes foram impostas, os louros do esplendor e do sucesso. 

Àqueles que nunca tiveram a oportunidade de sequer pisar num solo onde se pratica toda sorte de jogos e esportes, o ostracismo e a exclusão sistêmica da discriminação da incapacidade, nunca investigada e nunca comprovada. 

Para estes por último citados o consolo de torcer exasperadamente pelos seus “ídolos” aos quais devotam suas frustrações e tristezas por nunca ter podido se igualar ao mesmo, se por acaso a sorte lhe tivesse bafejado e lhe oferecesse uma chance de provar que também detém o mesmo potencial do seu “ídolo”.

Portanto aqueles que possuem o corpo são e a mente sã, são seres privilegiados e são destarte uma elite que por si só não nos representa como estado-membro desse processo olímpico que excluí os menos aquinhoados das chances e oportunidades que deveriam ser oferecidas a todos, pelo poder público, que é o verdadeiro responsável, que deve oferecer as condições mínimas aos que estão à mercê e à margem das políticas educacionais e culturais das raças humanas, de per si, as que habitam o nosso solo pátrio brasileiro.


Olimpíadas, no nosso entender é uma balela e um fiasco de mentes que são oportunistas - ( que são os detentores do poder público a quem compete implementar todas as políticas neste sentido, e aos atletas que se submetem calados sem nenhum protesto que os qualifiquem como defensores da causa) - que desejam pura e simplesmente se promover e auferi rendas, prestígio e poder, com o evento, que deveria ser um momento de engrandecimento da nossa raça e dos seus reais valores e condições morais, éticas e comportamentais, por estarmos devidamente preparados com mente sã em corpo são. 


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