sábado, 26 de setembro de 2015

QUEM É ESSE "A GENTE" DE QUE TANTO SE FALA !?...





A CULTURA DO “A GENTE”


Essa cultura do "a gente" está destruindo a nossa

consciência nacional, prestem atenção nessa intenção 

sub-reptícia, usada pelos espertalhões, mas vamos corrigir

essa intenção perversa. 

Devemos estar atentos !!!


O que significa a cultura do “a gente”?.....


Vamos tentar fazer com que as pessoas possam entender o que vem a ser esse vício de linguagem usado freqüentemente e a partir da inserção de determinados “líderes” de massa no meio político nacional. 

Vamos tentar ser o mais objetivo possível para explicar o que se quer fazer com a aplicação e o uso desmazelado e incontido desse termo nos discursos e nas idéias das pessoas. 

Quando empregamos essa palavra ou expressão idiomática “a gente”, estamos despersonalizando o agente que fala(eu ou quem eu represento), assim como o agente para o qual estamos nos dirigindo(tu, ele,nós, vós, eles), em nosso diálogo intencional. 

Ou seja, nem dizemos quem somos e nem dizemos para quem estamos destinando as nossas palavras e idéias. 


Essa é a intenção daquele que usa indevidamente e desmazeladamente esse termo, pois o que quer e deseja efetivamente é ser confundido para que ao final esse agente que fala não possa ser e nem venha a ser cobrado, exigido e responsabilizado pelo que falou e disse. 

Todavia compreendemos que existem pessoas que se utilizam dessa expressão sem se aperceberem do desvio intelectual do mesmo e de que estão diante de um cacoete chulo, sórdido criado evidentemente para tornar as situações banalizadas e para que efetivamente aparentassem ser uma mesmice, e para que tudo seja mesmo meio que chulo, meio que cínico, meio que porcaria. 

Aqueles que idealizaram esse linguajar popularesco, banal e corriqueiro sabem que isso tem um sentido e um resultado a se colher com o emprego da expressão( a gente ), não tenhamos dúvidas!

Vamos igualar tudo por baixo e assim ninguém poderá estar acima de ninguém, digamos!... Dizem eles, acreditam eles, desejam eles.....

Se nós somos agora “a gente”, todos nós somos “a gente”, ninguém será melhor do que “a gente”, pois “a gente” somos o povo, a nação, as instituições, a pátria, a sociedade, o poder, o domínio, a política, a perpetuação de tudo, pois “a gente” tem a detenção da vontade de toda “a gente”, e ninguém melhor e mais preparada e abalizada para dominar “a gente”, do que “a gente”. 

Já dá para perceber o porquê do jargão desleixado e reiteradamente repetido, desmazeladamente. Ou não?.... 

Os meios de comunicação ainda não perceberam isso e caíram na malha, sub-reptícia dos algozes do povo, pois repetem essa chavão às burras!... 

Ou estão no mesmo barco, já que dependem também do domínio das massas...

Evidentemente que se faz necessário um pouco mais de explicação, uma vez que a perspicácia dos autores desse mote foi maquiavélica e muito bem elaborada.

Mas, por que tanta atenção se devesse empregar e desprender quem achou por bem incutir no subconsciente das pessoas esse tic mental de “a gente”? 

Qual a intenção psicológica do autor criando esse termo “a gente” destinado a fazer com que as pessoas se sentissem como que farinha do mesmo saco? 

Qual a vantagem de tudo isso e o que se ganha pelo simples fato de ao invés de se dizer nós o povo brasileiro, nós o governo, nós o poder judiciário, nós do parlamento brasileiro, optamos por dizer simplesmente, “a gente” em lugar do povo brasileiro, do governo, do judiciário, do parlamento, etc., etc.

Já dissemos noutro escrito nosso e vamos repetir agora: “vejamos, quando o político faz uso da palavra “ A GENTE”, ele o faz com todas as segundas intenções possíveis da sua perspicácia. 

Ele usa a sua capacidade de persuasão ao limite possível da psicologia de massas, com isso consegue uma penetração na consciência da massa, usando a sua agudeza de espírito, a sua sagacidade, para colocar aquele a quem ele denomina de “A GENTE”, no seu devido lugar.

O termo que no seu discurso ele diz ser “A GENTE”, é o pronome pessoal “ELE”(sim, isso mesmo) aquele que estar na terceira pessoa do singular, do presente, do modo indicativo, do verbo conjugado. 

Exemplo: o verbo QUERER conjugado no modo indicativo presente. Eu quero, Tu queres, Ele quer. Vejam que na terceira pessoa do singular do presente indicativo A PALAVRA “ELE” é o “A GENTE” tão falado e pronunciado pelo político. 

O político diz “A GENTE QUER, A GENTE PODE, A GENTE FAZ, A GENTE PRENDE, A GENTE PROTEGE”. 

Quando o político estiver usando a palavra “A GENTE” para conjugar esses verbos exemplificados acima, ele se despersonaliza, não é mais ele quem estar querendo, ele não assume a responsabilidade pelo “A GENTE” QUER, ele passa a bola da responsabilidade para o elemento ficcional do seu discurso que é o “AGENTE”, significando que quem quer é ELE, um terceiro ser fictício, ilusório, simulado, aparente e não ele o político que fala e promete e discursa........

A responsabilidade no futuro caso a coisa descambe para o insucesso não é do político, mas de “A GENTE”. 

Ele o político estará a salvo, quem deverá assumir as consequências  é “A GENTE”, “ELE”, o elemento abstrato da sua sagacidade. 

Este “ELE” está claro é a personificação do próprio povo do qual o político se torna seu representante quando por esse mesmo povo foi escolhido para ser o detentor de um mandato público.

Portanto por detrás dessa palavra mágica “A GENTE”, está todo um aparato de mentes políticas, maliciosas e aguçadas que podem fazer de tudo para ludibriar a consciência do povo, das massas, com o objetivo de alcançarem o poder e, os meios de comunicação sabem e conhecem muito bem todo esse aparato de poderosos homens públicos que vivem do irreal, do inverossímil, do simulado, do aparente, do ilusório e do fictício, para solapar a vontade do povo”.

Um alerta: quando você assistir um discurso de quem quer que seja o indivíduo, usando esse artifício, essa artimanha, essa manha, essa esperteza, considerando todos nós como simplesmente e meramente de “A GENTE”, desconfie, mais que isso, condene o gesto e passe a colocar esse sujeito na conta daqueles que não têm nada a perder com a verdade dos fatos, com a dignidade humana, com o respeito civilizatório, e com a “verdade” do que dizem!

Incluam esses indivíduos na conta daqueles que por serem “excelências” – condição essa de que tanto se envaidecem – não passam de seres falsos, apócrifos e pernósticos ao processo civilizatório. Delete-os!!!!



Nenhum comentário:

Postar um comentário